domingo, agosto 16, 2009

Câmara de Vereadores comemora os 50 anos da Revolução cubana







Uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Salvador sexta-feira, (14), comemorou os 50 anos da Revolução cubana. A sessão foi uma iniciativa da combativa vereadora Marta Rodrigues, PT-Bahia. Durante o evento vários discursos saudaram a heróica revolução que foi protagonizada por Fidel Castro, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos e o povo cubano, que livrou Cuba da tirania de Fulgêncio Batista. Entre os que prestaram homenagens à revolução estavam Jonas Paulo, presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), a vereadora Marta Rodrigues, o professor de história comtemporânea da UFBa, Muniz Ferreira, representantes da Fundação José Martí e o representante da Embaixada de Cuba no Brasil, Sérgio Rodriguez. O objetivo da sessão foi o de refletir sobre a importância da Revolução cubana como fonte de resistência ao capitalismo na América Latina e para a afirmação das ideias socialistas. A revolução cubana veio pra mostrar que um outro mundo é possível, sem a exploração do homem pelo homem, exaltando valores humanos como a solidariedade. Convidado pela vereadora Marta Rodrigues, o repórter fotográfico Alberto Coutinho expôs 20 fotos feitas durante uma viagem que o mesmo fez pra Havana em Abril último. Breve uma nova exposição mostrando as semelhanças entre o povo cubano e os baianos será aberta com o apoio da vereadora Marta. Aguardem. Acima, a vereadora e o representante da embaixada cortam o bolo ornamentado com a bandeira de Cuba. E duas fotos feitas em Havana, e que foram expostas durante o evento na Câmara de Vereadores.

Danuza Leão, eu tenho medo é de burrice e mesquinhez!


Eu não sei quem é o gost-writer da "colunista" Danuza Leão, que escreve no Folha de São Paulo e tem seus textos publicados em outros jornais. Da inteligência de Danuza, todos sabem que uma ameba consegue superá-la. Mulher bonita nos anos sessentas, a hoje caquética Danuza protagonizou cenas emblemáticas da falta de inteligência miníma para um ser humano. No set de filmagens de Terra em Transe, Glauber Rocha quase enfarta diante da inépcia da "atriz" em decorar um texto mínimo. Vendo que seria tirar leite de pedras, Glauber mandou que ela ficasse dando voltas durante uma das cenas mais fortes do filme. Virou vaca de presépio. Neste domingo, Danuza, que foi casada com um dos maiores jornalista brasileiro, Samuel Wainer, (Samuel encantou-se com sua beleza) escreveu em seu artigo semanal, imitando outra anta, Regina Duarte, que disse que tinha medo de Lula, em que reprisa falando que tem medo de Dilma. Tenta pintar um quadro de terror, o mesmo que foi dirigido à Regina, retratando a ministra e candidata pelo PT à presidência, como uma ditadora. Percebe-se que, além da imitação insossa de uma idéia que não vingou, o desespero da imprensa burguesa com a continuidade de um governo popular, que vem melhorando todos os indíces sociais, (défictis acumulados em séculos de políticas negadoras do essencial para o povo), é patético. Dilma assusta a burguesia porque é dotada de uma consciência política própria de grandes estadistas, que compreendem que sem o povo não existe nação. Ao contrário das classes dominantes brasileira, que sempre excluiu o povo das decisões políticas, Lula e Dilma são oriundos de classe social e legado político de lutas e vitórias. Não sei porquê eu lí esse texto, já que sou bastante seletivo em minhas leituras.. Ah, me lembrei! foi só por causa do título: Quem tem medo da doutora Dilma? resposta: as classes dominantes e, por extensão, a imprensa que reproduz todos os seus medos e preconceitos. Já eu tenho é muito medo da burrice e da mesquinhez desse povo que sempre viveu na Casa-Grande e acha que ao povo só resta a senzala. Mas, vamos firme em direção à vitória.

sábado, agosto 08, 2009

Culturas

Quem já não ouviu alguém no meio de uma discussão gritar para seu interlocutor de que este não tem cultura. Na tentativa de desqualificar o oponente no diálogo, está enraizado um erro, às vezes má-fé, e uma confusão do que vem a ser cultura. Vejamos o que diz o dicionário: ação ou modo de cultivar. Plantação. Desenvolvimento intelectual. Antropologicamente falando: Conjunto de experiências e realizações humanas (costumes, crenças, instituições, produções artísticas e intelectuais) que caracterizam uma sociedade. Conjunto de conhecimentos adquiridos numa determinada área de atividade etc...etc.. Portanto, só aí, para não nos estendermos mais, temos esta quantidade variada de definições do que é cultura. Antonio Gramsci desmistificou o conceito do intelectual como uma camada de privilegiados mentais, ao dizer que todos os homens são intelectuais, o que os diferencia é que uns vivem do intelecto, enquanto outro, não. Com a cultura podemos aplicar o mesmo principio: todos os homens têm cultura, o que os diferencia é o grau ou a natureza dessa cultura.
Portanto, dito isto, chegamos a conclusão que as diferentes formas de cultura, que ao longo da história humana têm sido produzidas, têm adquirido status relativo à sociedade que a produziu. Para citarmos um exemplo bem doméstico, aqui na Bahia até pouco tempo atrás o candomblé, a capoeira, entre outras manifestações culturais de matriz africana eram tidas como cultura inferior. Perguntamos: quem media esse valor, qual escala de valor usava e, conseqüentemente, quem determinava que ela devia ser ou não perseguida? Resposta? A cultura dominante. Eram as produções artísticas e culturais das classes dominantes que valorizavam seus produtos e , por conseguinte, desvalorizavam a cultura produzida pelos afro-brasileiros, considerados inferiores.

Sarney e cia.

Eu nunca fui defensor nem fã de José Sarney, como também nunca o considerei um político no sentido clássico da palavra. O coronel maranhense sempre foi um oportunista do mesmo calibre de ACM e outros, possuídos pelo mesmo espírito patrimonialista, e que surgiram na segunda metade do século XX no Brasil. Atentos à liturgia do puxa-saquismo, esses senhores, filhotes da ditadura (saudoso Brizola!), souberam trilhar o caminho já batido da prática mais nefasta que compõem a nossa história política: clientelismo, mandonismo,apadrinhamento, nepotismo entre outros defeitos públicos, que tornaram-se marca registrada desses homens privados. O gosto pelo poder nesses senhores é uma derivação do espiríto patrimonialista que é sinal indelével em seus caráteres. Digo tudo isto para alertar mais uma vez contra a sanha golpista dos que hoje acusam o senador pelo Amapá, querendo vê-lo defenestrado do cargo que ocupa no senado. Sarney nunca foi santo, mas hoje é aliado de lula. Eis o seu pecado. É só dar uma olhada na biografia dos seus acusadores para perceber que todas essas vestais ( atirem a primeira pedra) são uns santarrões que envergonham a vida pública brasileira. E a mídia golpista, que nunca aceitou o fato de um ex-operário ser presidente, só faz repercutir todas as tramas, que na maioria das vezes ela própria é mais do que parceira, é´, sobretudo, criadora de fatos que só prestam ao papel nefando de criar crises institucionais.

domingo, julho 12, 2009

Papel de embrulhar peixe

Diariamente lemos ou ouvimos previsões acerca do futuro do jornalismo impresso. Com o surgimento da internet, com o nascimento de blogs e sites independentes, a crítica acentuada sobre a liberdade de imprensa, ou mais precisamente, a quem os jornais servem, quem são seus aliados, se os interesses corporativos, políticos, ou o compromisso com a verdade factual, e o que o porvir reserva aos jornais, têm se intensificado. O certo é que análises abundam. Algumas se valendo do mesmo expediente de manipulação da opinião pública. Analistas comprometidos com o modelo de jornalismo dominante fazem previsões em que insidiosamente criam exercícios de “futurologia” engendrados por interesses dominantes. Alguns jornais já mudaram seu formato. Adaptaram-se ao gosto popular com textos curtos, muita imagem e os mesmos interesses massificados colocados em destaque. As primeiras e últimas páginas sempre trazem matérias sensacionalistas e de interesse popular, como o futebol e assuntos diretamente ligados ao mundo do crime, e farto material em que a criminalização da pobreza é matéria predominante. Estes estão apenas se beneficiando de um formato que já é o modelo digitalizado, e logo será renegado na forma impressa.

Inclusão digital

Com a popularização do jornalismo digital, fruto da inclusão , a tendência é que os jornais impressos sejam obrigados a mudarem o conteúdo, uma vez que sobreviverá o interesse mais elaborado pelo leitor acostumado ao livro, à analise mais crítica, mesmo que algumas não toquem em preconceitos, dando ao leitor conservador a ilusão de que está se informando. Vemos que, sem nenhuma necessidade de exercícios futurólogos, os lares irão dispor de computadores como hoje dispõem de televisores, aí estará o modelo de jornal impresso que hoje é vendido em bancas, com uma vantagem adcional, a interatividade. Portanto, democratizado o acesso, os jornais terão que se reciclar, aí, então, desaparecerá o jornal que hoje só serve para embrulhar peixe no dia seguinte.

terça-feira, julho 07, 2009

Resistência ao golpe em Honduras


Calados pela censura, hondurenhos usam internet para fazer oposição ao golpe
TEGUCIGALPA, Honduras (AFP) — Com vídeos e imagens feitas com telefones celulares, jovens hondurenhos contrários ao golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya criaram na internet o'tele-golpe', para divulgar as marchas e protestos que a televisão de seu país, submetida ao controle estatal, não pode transmitir.
"Nós os chamamos de 'tele-golpe', porque nos canais nacionais não é possível ver a realidade do que está acontecendo. Claro, se chegarem a cortar (o serviço) a banda larga na internet estamos mortos", explicou César Silva, estudante de engenharia.
Segundo Silva, 26 vídeos já foram disponibilizados no YouTube até agora, mostrando as marchas e declarações dos dirigentes que se opõem à queda de Zelaya, expulso do país no dia 28 de junho pelos militares.
"Sem dúvida, de todos os 26, o maior sucesso e o que mais procuram é o chamado 'Não está acontecendo nada em Honduras'", disse o estudante. O vídeo está disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=OCzkJf2vVnU, mas Silva diz que a filmagem também foi "colocada em servidores da internet para evitar que seja cortada".
Nos primeiros dias depois do golpe, os militares cortaram várias rádios populares como a Rádio Progresso e a Rádio Globo, e os canais nacionais de TV precisam dar espaço várias vezes por dia a uma cadeia nacional, que transmite a informação oficial.
Além disso, os serviços de TV a cabo não possuem o canal Telesur - que transmite da Venezuela -, e até a rede americana CNN foi cortada nas primeiras horas após o golpe.
No sábado, quando boa parte da população assistia à partida de futebol entre Honduras e Haiti pela Copa Ouro, nos Estados Unidos, os canais foram obrigados a interromper a transmissão para divulgar uma mensagem de sacerdotes da Igreja católica nacional afirmando que o que aconteceu no país não deve ser classificado como um golpe de Estado.
A iniciativa de divulgar as imagens na internet surgiu de um grupo de estudantes de diferentes cursos das universidades de Tegucigalpa. "Estávamos fartos de ver que pela televisão só trasmitem a voz daqueles que apóiam o golpe", disse Adriana Alvarado, estudante de jornalismo.
"Estamos divulgando o endereço do site no boca-a-boca e com panfletos, que distribuímos nas manifestações, e ainda que em Honduras a maioria da população não tenha acesso à internet, estamos fazendo isso para que o mundo veja", destacou.

domingo, julho 05, 2009

Golpe de Estado em Honduras- No pasarán

Desde domingo, 28-05, quando os militares hondurenhos promoveram uma quartelada, fruto da inspiração da direita daquele país, que a minha indignação vem sendo contida por minha ciscunspecção diante do fato. Hoje não deu mais pra segurar. Ela explodiu e eu tenho que falar. Mais uma vez as forças dominantes e reacionárias ressurgem no continente tentado barrar o avanço de um governo popular, aliado das forças progressistas e nacionalistas que hoje dominam o cenário latino americano. Zelaya foi deposto por um golpe de Estado, sequestrado, posto em um avião e mandado para a Costa Rica. Tudo isso aconteceu por conta da iminência da vitória no plebiscito que seria realizado para aprovar mudanças constitucionais, que dariam direito ao presidente disputar outra eleição, levando as classes dominantes do pequeno país da América Central ao desespero que motivou o ato arbitrário. Felizmente, os tempos são outros. Difíceis de serem entendidos por quem sempre teve as forças armadas como fulcro para mudar o rumo político a seu bel-prazer . A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o golpe, assim como todos os países do continente. Os golpistas estão isolados, e certamente terão que recuar. Não existe mais clima político para os gorilas que na época da guerra fria rasgavam constituições. Como disse no início do texto, cirscunspecto, fiquei a observar a postura da imprensa brasileira no caso. Mais uma vez foi completamente parcial, deixando de lado o bom senso e ideologizando a questão. Teve jornal na Bahia que esperou pra ver que posição os Estados Unidos da América iam tomar, para então escrever o editorial condenando o golpe, ainda assim criando um paralelo com a tentativa do golpe articulado em 1992 na Venezuela, quando militares nacionalista, liderados pelo então tenente-coronel Hugo Chávez, tentaram derrubar o corrupto governo de Carlos Andrés Pérez. Não bastasse a impropriedade do exemplo, as motivações nos dois casos foram completamente díspares. Agora é manifestar toda a solidariedade aos irmãos hondurenhos para que a ordem constitucional volte a dominar no país.

Recortes do 2 de Julho










"Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá nossa ações

Com tiranos não combinam
brasileiros, brasileiros corações"

sexta-feira, junho 26, 2009

Black or White- Cachoeira e Michael Jackson





Enquanto eu estava na cidade de Cachoeira participando das comemorações em homenagem às lutas da independência da Bahia, fiquei sabendo que o cantor pop Michael Jackson tinha morrido. Juro que eu não senti nada. Nenhum lamento brotou do meu ser. Nenhum sentimento de saudade ou perda manifestou-se com a morte dele. Nada posso fazer se me preocupa mais a extinção do mico-leão-de-cara-dourada que a morte de Michael Jackson. A vida é assim. Talvez o fato de eu estar em uma cidade onde os negros sentem orgulho de sua negritude e nunca quiseram branquear a pele, e sim serem respeitados como seres humanos, e desfrutarem dos mesmos direitos de um branco, tenha contribuido para potencializar minha indiferença. Rendo minhas homenagens ao povo de Cachoeira. Acima, alguns momentos da festa.

segunda-feira, junho 22, 2009

Quando, onde, como, quem e por quê?

Existem discussões que não teriam o menor sentido se não existissem leis que as tornasem necessárias. Refiro-me ao festival de besteiras que está assolando o país neste momento em que Supremo Tribunal Federal (STF) votou o fim da obrigatoriedade do diploma para legitimar o exercício da profissão de jornalista. O decreto-lei 972-69, criado em plena ditadura militar, portanto dispensável se não tivéssemos vividos este período de exceção política, por si mesmo condenável, tornou-se desde a constituição de 1988 incontitucional. Somos o atraso. Esta é a maior constatação que podemos tirar de todas as besteiras que foram se justificando no bojo de tamanho absurdo ditatorial. Pois bem. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, como sempre, fez jus à fama de criador de fraudes retóricas, desvio que muitos tomaram para analizar o resultado da votação, personalizando o resultado da decisão, tendo como referencial o caráter do relator. Nada mais contraproducente. Pra mim, o mérito da questão está centrado na liberdade de expressão dos verdadeiros envolvidos: os jornalistas. Causa-me cócegas no cérebro quando ouço um jornalista dizer que a profissão por ele exercida serve à sociedade. Perfeito. Também acho. Só que falta ao defensor definir à que sociedade está se referindo. À sociedade civil, à pólis, ou aos sócios do patrão. Gostaria muito que a definição se estendesse e tangenciasse a questão que levanta-se e pergunta se a liberdade de imprensa não se refere à liberdade da empresa associar-se com qualquer um, desde que seja pago o espaço ocupado no jornal. Nada tenho contra a academia, a não ser que você seja um gênio que, nesse caso, não iria se dedicar ao jornalismo, nem necessariamente vejo-a como uma "conditio sine qua non" para o exercício da profissão. Mas, gostaria que os defensores do diploma para o exercício da profissão me esclarecessem: o que, quem, quando, onde e por quê?, respeitando a verdade factual, por favor. De antemão gostaria de responder que, ainda assim, é muito pouco pra justificar o tempo e dinheiro gastos nas linhas de montagens que oferecem diplomas e que foram criadas neste país do decreto-lei 972-69.

quarta-feira, junho 17, 2009

Minhas andanças por aí



Primeiro quero pedir desculpas aos meus pouquíssimos e seletos visitantes pela falta de atualização do blog. Por força de outros afazeres, fiquei um bom tempo sem postar nada. Bom, estou de volta. Recomendo que se alguém vem ao turbinas e não encontra nada de novo, por favor, vejam a excelente lista de links que disponibilizei. São blogs e sites que verdadeiramente valem a pena dar uma espiada. Garanto que ficarão bem informados. São veículos de jornalistas independentes, com compromissos com a verdade factual e respeito ao leitor. Por último acrescentei na minha relação o blog da Petrobras, Fatos e Dados, blog que tirou o sono da imprensa obesa. Dei boas risadas com os ataques de medo que acometeram seus proprietários, a começar pela carta do presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANC). Patética. Não por acaso o autor é da família dona do jornal mais reacionário do Brasil: o Estado de São Paulo, vulgo estadão. Em seguida veio um enxurrada de medievais editoriais e os mais estapafúrdios malabarismos mentais de vassalos, lacaios e sabujos, e por aí vai. O blog Fatos e Dados veio pra levar aos últimos estertores estes meios de comunicação que mudam de suporte, mas permanecem com o mesmo conteúdo e desrespeito à verdade factual. Portanto, não percam a viagem. Acessem e deliciem-se com quem, de fato, tem opinião livre das amarras editoriais da imprensa burguesa. Estes links lhe levarão a outros que estão disponíveis neles, criando, desse modo, uma rede de boas leituras. Acima, três momentos do meu olhar. Pela ordem, Mercado de Aracaju, se preparando para o São João, Chapada Diamantina e sertão baiano.

quarta-feira, junho 03, 2009

OEA rende-se ao poder de Cuba

http://www.youtube.com/watch?v=SynVFM_6ezk

A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu revogar hoje, 03, a medida adotada em 1962 que excluia Cuba como membro do grupo. Tomada em plena guerra fria, após a fracassada tentativa de invadir o país caribenho, a medida mostrou-se inócua como pressão para que Cuba deixasse que ingerências norteassem sua política interna. É essencial lembrar que a forte resistência da Ilha em seguir seu rumo socialista tem sido fonte de atos raivosos e obstinadas políticas de isolamento lideradas pelo país imperialista. Até o último instante, os Estados Unidos condicionavam o retorno de Cuba ao grupo à mudanças na sua política interna. Não obstante tudo isso, a decisão de Cuba voltar a fazer parte da OEA foi unânime, sem nenhum tipo de concessão. Todos os paíse membros votaram a favor, sem nenhuma pré condição, como queriam os Estados Unidos. É importante ressaltar que a independente ilha não fazia nenhuma questão de que tal medida fôsse tomada. Fidel Castro sempre considerou a OEA como cúmplice, quando não organizadora (como na fracassada tentativa da invasão da Baia dos Porcos) dos atentados contra Cuba. O que Cuba realmente clama é pela liberdade dos cinco anti terroristas que estão presos nos Estados Unidos. Libertad a la verdad, com esta mensagem vemos cartazes com a foto dos cinco heróis cubanos espalhadas por toda la ilha. Acima, uma foto de um desses cartazes e outra de garotos cubanos orgulhosos de seu país mostrando uma foto de Che Guevara em uma camiseta. Clique no endereço acima das fotos e assista Compay Segundo cantando Hasta siempre, comandante, uma homenagem a Che.

terça-feira, maio 26, 2009

África-Brasil, em Cachoeira- Recôncavo da Bahia





Estas imagens foram capturadas em Cachoeira-Ba durante a visita do presidente Lula e o governador Jaques Wagner, onde foram inaugurar a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB

quinta-feira, maio 21, 2009

Diário de Viagem à Cuba




Engana-se quem pensa que Cuba é um Estado Policial. Cuba é um Estado policiado, afinal, o inimigo (o imperialismo americano) está bem ali na frente. Não se pode relaxar com um país que mantém uma base naval, Guantánamo, em um outro que quer apenas ser livre, sem subserviência ao processo de expansão imperialista, hoje chamado de globalização, neologismo criado pra enganar tolos. Enquanto durar o bloqueio perverso e criminoso, Cuba é um Estado em alerta, e tem toda razão pra que assim seja. Mas ,uma coisa me chamou a atenção em Havana: lá, vi um contigente policial nas ruas bem menor do o que vejo em Salvador. Havana tem tem 3 milhões de habitantes, enquanto que Salvador (apenas como exemplo) tem uma população menor e um índice de violência altíssimo. Embora as duas cidades guardem muitas semelhanças, na questão de segurança existe uma disparidade. Em Cuba saúde e educação são direitos inalienáveis. Será que é isso?Me respondam. Só sei que, acreditem, em Havana não vi uma cena sequer que tenha me deixado em estado de alerta. Andava de madrugada por suas românticas ruas sem medo algum. Isso não é pouca coisa.Me apontem uma única cidade no Brasil onde hoje alguém pode andar tranquilo. Ganha uma viagem pra Cuba quem me responder. Rendo minhas homenagens à esse país colonizado por espanhóis, libertado por um cubano, José Martí, depois dominado pelos norteamericanos, e por fim tornado livre por Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Raul Castro e pelo povo cubano.
A foto da menina andando tranquila entre os canhões fincados no chão foi feita em Havana Velha, e o muro pintado alusivo à revolução, que este ano está fazendo cinquenta anos, foi feita em Centro Havana.



"Ei nós que viemos de outra terras,

de outro mar.

Temos pólvora, chumbo e

bala. Nós queremos é guerrear" (trecho da música "peixinhos do Mar", Milton Nascimento)


terça-feira, maio 19, 2009

Humano, Demasiado humano


O dedo na minha ferida


dói mais nos outros


do que em mim.
A foto da "Preta Velha" que ilustra o poema foi feita em Havana Velha, Cuba.

quinta-feira, maio 14, 2009

Gente Humilde, ou "Abaporu"








Andando pelo interior da Bahia encontrei estes pequenos seres iluminados, deste luminoso e injusto país. Quanta gente bonita. O verdadeiro povo brasileiro. O mesmo povo visto e amado por Darcy Ribeiro, Euclides da Cunha, glauber Rocha, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, e todos os poetas sensíveis que cantaram e cantam nossa gente. Deixo aqui minha pequena galeria com estes seres que têm em si o cheiro e as cores do Brasil. Esta pátria que um dia há de ser de todos nós, em que o sol seja para Todos, e não apenas para as nossas perversas classes dominantes. Sejamos antropófagos, Abaporu (o homem que come), o Carcará.

quarta-feira, maio 06, 2009

Brasil, mostra tua cara!


Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...

Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"

Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...

Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...(2x)

Confia em mim
Brasil!!

Brasil (Cazuza)

sexta-feira, maio 01, 2009

O sistema "espírito de porco" ou "A Gripe suína"

Lembro-me bem do alarme feito pelos meios de comunicação nos anos 90: o cólera era a grande ameaça. Na época, eu era naturalista, e minha então companheira, médica alopata. Eu, como todo naturalista, depreciado por alguns como natureba, desconfiava dos argumentos dos médicos e cientistas para justificar o medo coletivo. Eu desafiei minha companheira, dizendo pra ela que tomaria um copo cheio de cólera, e, ainda assim, não sofreria nenhuma consequência, seguro que estava da minha força imunológica. Nunca acreditei nos argumentos usados pelos médicos para justificar o agente patogênico como o grande vilão. Eu tinha aprendido com o criador da teoria microbiana, Louis Pasteur, que antes de morrer tinha negado seus princípios, e afirmado que o ambiente é mais importante que o agente agressor. Ou seja: se seu corpo está fortalecido, se seu sistema imunológico é produtivo, nenhum agente estranho é uma ameaça. O medo coletivo do cólera, de então, desapareceu assim que os meios de comunicação deixaram de falar dele. Estou lembrando disto porque o Cólera me fez lembrar do mesmo alarde propagado em relação à Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês), uma doença, aliás, uma síndrome, já que são vários sintomas, que até hoje ninguém tem uma explicação convincente, e sim muito coquetel vendido, o que só faz as fortunas dos laboratórios aumentarem. O tempo, inexorável, passou, e há pouco tempo foi a tal da febre amarela. Pessoas alarmadas tomaram a vacina e, desinformadas pelos meios de comunicação, chegaram a tomar duas doses da vacina, vindo a morrer em consequência. Agora, vejo surgir como um novo cometa, uma nova ameaça: a gripe suína. Independente de qualquer ameaça, nunca considerei a criação de porcos e o consumo de carne suína algo saudável. De resto, não tenho tempo pra isso, não. Fui ali na esquina tomar uma cerveja e ler os jornais dos anos noventas. Despeço-me com um: até a próxima necessidade de se usar máscaras, ou camisinhas.

sábado, abril 25, 2009

Que viva Cuba Libre











Em Cuba é visível o orgulho que o povo tem do seu país. Em todos os lugares encontramos fotos dos revolucionários, Che, Fidel e Camilo. Neste ano, a revolução está fazendo 50 anos. A humilhante derrota que os cubanos impuseram aos norte-americanos, na Playa de Girón, completa 48 anos. No episódio, os norte-americanos e cubanos exilados nos Estados Unidos tentaram retomar a ilha das mãos do povo. Arquitetada pela Central de Inteligência Americana (CIA, na sigla em inglês), a invasão foi frustrada pelo destemido e lutador pueblo cubano, que escorraçou os ianques. Acima um cartaz comemorando o feito, e uma foto de uma cubana, em Havana Velha. Em outra sequência, alunos das excelentes escolas cubanas têm aula de arte, ao ar livre, conhecendo as reproduções das obras do acervo do Museu do Louvre.




Fernando Lugo e a histeria dos hipócritas

Foto:AP
"Sou um ser humano, e como tal, nada do que é humano me é estranho". Com esta máxima o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reconhece sua natureza humana nos episódios de responsabilidades por filhos não assumidos. Não importa de quem seja, originariamente, a frase pronunciada por Lugo, o que está mais uma vez em questão é a hipocrisia dos acusadores, dos fariseus de plantão que tentam execrar o homem público a partir de deslizes na vida privada. Do lado de Lugo, a mesma sabedoria de Terêncio, poeta e dramaturgo romano, autor da frase, homo sum: humani nihil a me alienum puto,- na língua original, o latim- que com ela tenta mostrar que vícios e virtudes são características humanas, presentes em todos os representantes da raça. De fora dessas marcas humanas não poderia ficar a hipocrisia. Vejamos o que diz o Aurélio. Hipocrisia: afetação de uma virtude, dum sentimento louvável que não se tem. Impostura, fingimento, simulação, falsidade. Quando Fernando Lugo pronunciou-se, assumiu ser fruto do silogismo: sou humano, e como todos os seres humanos são falíveis, logo, eu também sou falível. Sinceridade e reconhecimento é o teu nome.

Voltemos no tempo. 1998. O presidente dos Estados Unidos da América, o democrata Bill Clinton sofreu um verdadeiro ataque de puritanismo, quando o terrorismo, que se seguiu ao comunismo como a principal ameaça à segurança do país- foi sucedido pelo estardalhaço na imprensa por conta de uma relação sexual entre o presidente da nação mais poderosa do mundo e uma estagiária de nome Monica Lewinski. A hipocrisia dominou os debates no congresso, na imprensa e no lares dominados pelo puritanismo. Todos tentavam se mostrar mais indignados que o outro. Pura encenação.

Voltemos ao presente. Agora, vemos que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, está sentido na pele o mesmo tipo de caça às bruxas. Hipócritas que sempre disseram que comunistas comiam criançinhas, voltam agora com os mesmos jurássicos argumentos, afetando virtudes, sentimentos louváveis que não possuem para condenar um homem público por deslizes na vida privada. Siga em frente Lugo. O que eles querem é o sacrifício de mais um político comprometido com as mudança no continente. Mudança estas que eles não admitem.