domingo, novembro 02, 2008

O"Planeta água" pode virar um deserto





Chapada Diamantina: céu e inferno




Estou na Chapada Diamantina, região de Mucugê, fazendo reportagem sobre os incêndios criminosos que frequentemente acontecem na belíssima Chapada. Todos os anos, invariavelmente, neste período, vários focos de fogo surgem como do nada. A origem, (não podia ser outra), é a ação predatória do bicho-homem. A natureza sofre. O Governo do Estado mobiliza bombeiros, brigadistas e todo um aparato que custa muito dinheiro aos cofres públicos: nosso dinheiro. Bom, a indignação é grande.

sábado, outubro 25, 2008

Tortura Nunca Mais


Hoje, 25 de outubro, está fazendo 33 anos que o Jornalista Vladimir Herzog foi morto sob tortura no DOI-CODI de São Paulo. Asfixiado até a morte, Vlado, como era chamado pelos amigos, foi apresentado à imprensa dependurado nas grades da cela pelos algozes, para simular suicídio. Ninguém acreditou. A sociedade mobilizou-se, e a farsa foi desmascarada. Agora a sociedade precisa organizar-se e pressionar o governo, com ajuda de orgãos humanitários, para que os arquivos da ditadura militar (1964-1985) sejam abertos, e a história, finalmente, venha a ser passada a limpo. Os argumentos pífios de que esse anseio é coisa de revanchistas, só visa proteger torturadores e esconder da sociedade os cruéis crime de lesa-humanidade que foram cometidos durante esse período. É bom lembrar que esses são crimes imprescritíveis.Tortura Nuncas Mais.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Prêmio Vladimir Herzog


Os repórteres da Revista Carta Capital, Gilberto Nascimento e Rodrigo Martins, foram os vencedores do 30º prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos humanos. O prêmio, uma homenagem ao jornalista que foi assassinado sob tortura nos porões da ditadura militar, recebido pelos repórteres, foi resultado da reportagem "Um torturador à solta". Os repórteres descobriram que o delegado Dirceu Gravina, torturador do famigerado DOI-CODI, conhecido como JC, estava trabalhando na delegacia de Presidente Prudente. A matéria também aborda uma ação do ministério público que responsabiliza civilmente torturadores e autoridades da época da ditadura militar no Brasil. Após a matéria ter sido publicada, o delegado foi afastado do cargo.

Vladimir Herzog

No dia 24 de Outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura, foi convocado para ir ao Destacamento de Operações Internas (DOI), para prestar esclarecimentos sobre suas relações políticas com o PCB. Na manhã do dia seguinte, ele dirigiu-se para o quartel da Rua Tutóia. O depoimento foi tomado sob uma fortíssima sessão de tortura. Não resistindo, Herzog morreu no mesmo dia. Chamado para fazer o laudo-necroscópico, o médico Harry Shibata sustentou a tese de suicídio. A Sociedade Cemitério Israelita não aceitou a versão apresentada pelo exército, e decidiu não enterrar o corpo do jornalista na ala reservada aos suicidas. A morte de Vlado gerou uma série de protestos no país , criando, com isso, uma fissão dentro do próprio exército. Por determinação do ditador de plantão, general Ernesto Geisel, o comandante do II exército, Ednardo D'avila Mello, foi afastado. Em 1996, a Comissão Especial dos desaparecidos Políticos reconheceu que Herzog fora assassinado. Vá ao endereço http://www.cartacapital.com.br/ e leia a matéria que premiou os repórteres, publicada na edição 501 da revista.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Arranca-me a vida



A jornalista e escritora mexicana Ângeles Mastretta estreou na ficção com o romance "Arranca-me a vida", e logo tornou-se reconhecida como mestra da arte narrativa.O livro narra a trajetória de vida da jovem Catalina, protagonista da trama, ambientada no México dos anos 30 e 40. Ainda adolescente, Catalina envolve-se com um general, líder político regional, e logo os dois estão casados. Imediatamente, ela percebe que os únicos interesses do marido estão focados no exercício do poder. Com a força impetuosa das mulheres decididas e inconformadas, ela atira-se às aventuras amorosas e aos rompimentos com a moral estabelecida. O livro foi adaptado para o cinema e estréia no Brasil no dia 17 de outubro de 2008,e, ao contrário do que o jornal ATarde noticiou dentro da entrevista do escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez, publicada no Caderno 2 -dia 16 deste- o livro já foi traduzido no Brasil, pela Editora Objetiva, como atesta a foto acima.

quarta-feira, outubro 15, 2008

15 razões para não votar em Gabeira


Os senhores lembram de Fernando Gabeira, aquele da tanga que fêz sucesso nos anos 80? Pois é.O gabeira está de volta depois de engabelar muita gente com papos alternativos e muita idéia alienígena. Agora o ex-guerrilheiro é candidato a prefeito no Rio de Janeiro. Quem visitar o site http://www.paulohenriqueamorim.com.br/ vai descobrir onde andou o Gabeira todo esse tempo.

terça-feira, outubro 14, 2008

Coisa de Jorge - Líder dos Templários

Foto:Divulgação
No dia 23 de abril, Dia de São Jorge, os Jorges Mautner, Vercilo, Ben Jor e Aragão participaram de um show em Copacabana, Rio de Janeiro, em homenagem ao Santo Guerreiro. O show Coisa de Jorge teve a direção de Rildo Hora e contou com a participação de 19 instrumentistas das bandas dos 4 Jorges, além da canja do então ministro da cultura Gilberto Gil. Abaixo a letra que homenageia o Santo, que no sincretismo religioso representa Ogum no Rio de Janeiro e Oxóssi na Bahia

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor

Oxóssi da mata, Ogum do Ferro
Salamâleico, âleicon, salamalan

Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário,
E hoje vive em nosso imaginário

Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor

O terreno ambíguo
Por que ele é um herói
Ele tem pulsações humanas

E é por isso que ele á tão querido
Em todos os lugares,
Pelas, crianças, pela população

Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário,
E hoje vive em nosso imaginário

Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor

São Jorge protetor, protetor, protetor

São Jorge protetor, protetor, protetor

De Camões a Fernando Pessoa
Nos somos resultado
Dessa peregrinação longínqua
De combates e de glórias
De afirmação do bem contra o mal,
E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós,
É a pipoca da pororoca da imaginação

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro,
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor

Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor

São Jorge protetor, protetor, protetor

São Jorge Guerreiro

Santo Salvador


SARAVA, colofé, motumbá

Vem nos ajudar
Vem curar a dor
Vem nos ajudar

Salamâleico, âleicon, salamalan
Shalon shalon
Amém

Santo Salvador

domingo, outubro 12, 2008

Walter Pinheiro no segundo turno

Foto/João Alvarez/divulgação
Depois de ajudar a jogar uma "pá de cal" no sepulcro caiado que sempre foi o carlismo na Bahia, o candidato do PT, Walter Pinheiro, chegou ao segundo turno da campanha para prefeito de Salvador como o verdadeiro representante de propostas que podem impulsionar, humanizar e colocar a terceira cidade mais populosa do país no lugar que ela merece. Desde a eleição de Lídice da Mata, que governou Salvador de 2003-2007, não assistíamos na cidade um entusiasmo tão grande em torno de um nome para assumir o Palácio Tomé de Souza. O atual prefeito e candidato, João Henrique Carneiro, conseguiu uma votação expressiva quando da sua eleiçao há 4 anos, mas alí sentimos que o desejo era derrotar ACM,via César Borges, no entanto, hoje o que percebemos é uma intuição coletiva apontando para o nome de Pinheiro como o legítimo representante desse anseio de mudança. É isto que estou sentindo.

sábado, outubro 11, 2008

Pedro Juan Gutiérrez em Salvador


Un escritor siempre se desdobla una y otra vez. Y vive bajo presión. Sólo de ese modo agotador puede meterse bajo la piel de cada uno de sus personajes, escribir desde adentro y producir libros convincentes. Lo que quiero decir es que mis libros no los escribo yo. Los escriben los personajes que los habitan. Supongo que es bueno facilitar el diálogo entre los lectores y esos tipos casi siempre desesperados y desolados que hacen equilibrios al borde del abismo y con los que juego a los desaparecidos como hacía Houdini: a veces ellos me habitan. Otras veces yo los penetro y me acomodo como un alien entre sus costillas. A Balzac le preguntaron: “¿Qué es un personaje de novela?”. Y respondió: “Puede ser cualquier persona de la calle, pero es alguien que va hasta el límite de sí mismo. Ninguno de nosotros va nunca hasta el límite. Tenemos miedo de la cárcel o de espantar a nuestros semejantes”. George Simenon redondeó más la idea: “La novela consiste en crear un grupo social alrededor de un personaje central, y al autor sólo le queda meterse en la piel del personaje”. Así que esta es la filosofía de este espacio: jugar como niños, sin objetivos ni aspiraciones trascendentales. Sólo el juego entre los lectores y estos personajes un poco trascuerdos que pueblan mis libros.


O trecho acima foi reproduzido do site do escritor cubano Pedro juan Gutierréz, que vai participar de uma conversa com os baianos no dia 16 de outubro, às 19 horas, no Instituto Cervantes, ladeira da Barra. Na ocasião ele fará comparações entre as cidades de Havana, em Cuba, e Salvador-ba. A entrada é franca.
Pedro Juan Gutierréz é o mais eminente escritor cubano da atualidade. Autor da trilogia Suja de Havana (O rei de Havana,O insaciável Homem-aranha e O ninho da serpente), o escritor tem como personagens centrais dos seus livros excluídos que precisam matar um leão por dia para continuarem vivendo suas situações limites. Qualquer semelhança entre boa parte da população soteropolitana e os habitantes do Centro de Havana será mera coincidencia? Vá conferir.O cara é muito interessante.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Cinema e Direitos humanos



Programação da 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, na Sala Walter da Silveira de 10 a 16 de outubro

Sessões às 15h, 17h30 e 20h (Exceto dia 15/10, em que a sessão das 20h é dedicada ao projeto Quartas Baianas)

Dia 10/10 – sexta-feira

17h00 – Programa 16

Meninos de Rua – Marlene França (Brasil, 27 min, 1988, doc)

Ratos e Rueiros – Sebastián Cordero (Equador, 107 min, 1999, fic)

*Classificação indicativa: 16 anos

19h30 – Sessão de abertura – Programa 4

Oficina Perdiz – Marcelo Díaz (Brasil, 20 min, 2006, doc)

Dia de Festa – Toni Venturi e Pablo Georgieff (Brasil, 77 min, 2006, doc)

* Classificação indicativa: livre

Dia 11/10 – sábado

14h30 – Programa 2

Cidade de Papel – Claudia Sepúlveda (Chile, 112 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: livre

16h30 – Programa 13

Tire Dié – Fernando Birri (Argentina, 33 min, 1960, doc)

Crônica de um Menino Só – Leonardo Favio (Argentina, 70 min, 1964, fic)

* Classificação indicativa: livre

18h30 – Programa 6

Marco Universal – Vários diretores (Brasil, 108 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

20h30 – Programa 3

Entre Cores e Navalhas – Catarina Accioly e Iberê Carvalho (Brasil, 14 min, 2007, fic)

Café com Leite – Daniel Ribeiro (Brasil, 18 min, 2007, fic)

Deserto Feliz – Paulo Caldas (Brasil, 88 min, 2007, fic)

* Classificação indicativa: 16 anos

Dia 12/10 – domingo

14h30 – Programa 17

Pivete – Lucila Meirelles e Geraldo Anhaia Mello (Brasil, 06 min, 1987,doc)

Vam' Pra Disneylândia – Nelson Xavier (Brasil, 11 min, 1985, doc)

A Vendedora de Rosas – Victor Gaviria (Colômbia, 115 min, 1998, fic)

* Classificação indicativa: 16 anos

16h45 – Programa 10

Crônica de um Sonho – Mariana Viñoles e Stefano Tononi (Uruguai, 95 min, 2005, doc)

* Classificação indicativa: livre

18h30 – Programa 20

Pulqui, um Instante na Pátria da Felicidade – Alejandro Fernández Mouján (Argentina, 85 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

20h30 – Programa 1

Tibira é Gay – Emílio Gallo (Brasil, 10 min, 2007, doc)

O Aborto dos Outros – Carla Gallo (Brasil, 72 min, 2008, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

Dia 13/10 – segunda-feira

16h30 - Programa 8

Sonhos Distantes – Alejandro Legaspi (Peru, 52 min, 2006, doc)

Zumbi Somos Nós – Frente 3 de Fevereiro (Brasil, 52 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: livre

18h30 - Programa 12

Território Vermelho – Kiko Goifman (Brasil, 12 min, 2004, doc)

Radicais Livre(o)s – Marcus Vinicius Fainer Bastos (Brasil, 14 min, 2007, doc)

Vitimas da Democracia – Stella Jacobs (Venezuela, 43 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

20h30 – Programa 18

H.I.J.O.S., a Alma em Dois – Marcelo Céspedes e Carmen Guarini (Argentina, 80 min, 2002, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

Dia 14/10 – terça-feira

16h30 - Programa 15

Palace II – Fernando Meirelles e Kátia Lund (Brasil, 21 min, 2001, fic)

Os Esquecidos – Luis Buñuel (México, 88 min, 1950, fic)

* Classificação indicativa: 16 anos

18h30 – Programa 19

O Diabo entre as Flores – Carmen Guarini (Argentina, 26 min, 2004, doc)

Jaime de Nevares, a Última Viagem – Marcelo Céspedes e Carmen Guarini (Argentina, 70 min, 1995, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

20h30 – Programa 14

Couro de Gato – Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 12 min, 1960, fic)

Delinqüente – Ciro Durán (Colômbia/França, 110 min, 1978, fic)

* Classificação indicativa: 12 anos

Dia 15/10 – quarta-feira

14h30 – Audiodescrição

Os Esquecidos – Luis Buñuel (México, 88 min, 1950, fic)

Sessão orientada com audiodescrição para pessoas com deficiência visual.

* Classificação indicativa: livre

16h30 – Programa 21

Eu, Madre Alice – Alberto Marquardt (Argentina-França, 74 min, 2001, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

18h00 – Programa 9

Férias sem Volta – Marta Lucía Vélez (Colômbia, 52 min, 2007, doc)

Os Esquecidos – Jaime Aguirre (Bolívia, 31 min, 2006, doc)

Vestígios de um Sonho – Eric Fischer (Paraguai, 12 min, 2006, doc)

Do Outro Lado da Ausência – Daniel Rodríguez (Colômbia, 06 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

Dia 16/10 – quinta-feira

16h30 – Programa 7

MBYA, Terra Vermelha – Philip Cox e Valeria Mapelman (Argentina/Inglaterra, 68 min, 2006, doc)

América Minada – Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá (Brasil, 27 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

18h30 – Programa 11

Coração de Tangerina – Juliana Psaros e Natajsa Berzoini (Brasil, 15 min, 2007, fic)

O Prisioneiro – Eric Laurence (Brasil, 16 min, 2002, fic)

Procura-se Janaína – Miriam Chnaiderman (Brasil, 54 min, 2007, doc)

* Classificação indicativa: 12 anos

20h30 - Programa 5
Bem Vigiado – Santiago Dellape (Brasil, 14 min, 2007, fic)
Juízo – Maria Augusta Ramos (Brasil, 90 min, 2007, doc)
* Classificação indicativa: livre
O formato de exibição das sessões é Beta.


Dia 15 de outubro - Projeto Quartas Baianas - 20h
Dez Centavos

Direção: César Fernando.
Ficção. 19 min. 2007.

Sinopse - Um dia na vida de um garoto que mora no subúrbio ferroviário de Salvador e trabalha como guardador de carros no centro histórico. Programa sobre a participação do curta-metragem "10 Centavos" no "Short Film Córner do Festival de Cannes" e também sobre o mercado de curtas no mundo. Funcionando como um diário de bordo da viagem, entrevistas com realizadores de curtas e coordenadores de festivais de diversos países e autoridades do audiovisual brasileiro, direcionando para a produção, exibição e distribuição de curtas ao redor do mundo.

Ascom – Dimas – Funceb

Tels: 3116-8123 / 3116-8111

Email: dimas.jornalista@funceb.ba.gov.br


terça-feira, setembro 30, 2008

Zumbi dos Palmares-Símbolo de resistência e luta


Nascido no Estado de Alagoas, no ano de 1655, Zumbi dos Palmares criou um importante foco de resistência à escravidão, que dizimava os negros. O Quilombo dos Palmares foi formada por negros que , na ânsia de liberdade, fugiam das fazendas dos seus senhores. Localizada na Serra da Barriga, atualmente parte do municipio de União dos Palmares, sua população chegou ao número de 30 mil habitantes. Em 1675, o quilombo foi atacado por soldados portugueses. Numa luta encarniçada, Zumbi destacou-se como um bravo guerreiro. Em i694 uma nova investida destruiu completamente Macaco, a sede do Quilombo. Zumbi conseguiu fugir, mas foi traído por um companheiro e terminou sendo preso e degolado aos 40 anos de idade. A data de sua morte, 20 de novembro, no Brasil é celebrada como o Dia da Consciência Negra.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Pensamento de Santo Agostinho


"A esperança tem duas filhas lindas: a raiva e a coragem.
A raiva do estado de coisas e a coragem para mudá-lo"

Na foto acima um menor abandonado dorme ao fundo,na esca-
daria de uma igreja no Centro histórico de Salvador,
enquanto outro, igualmente esquecido,
caminha com uma pedra na mão.

 
 



No caminho com Maiakóvski


Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

A autoria deste poema é erradamente atribuida à Maiakóvski, mas foi feito pelo poeta Eduardo Alves da Costa. A foto é de minha autoria, foi feita no Centro Histórico de Salvador: menor em situação de risco dormindo na porta de uma igreja.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Deram um fuzil ao menino

Foto:Alberto Coutinho
Deram um Fuzil ao menino
Firmino Rocha

Adeus luares de Maio,
Adeus tranças de Maria,
Nunca mais a inocência,
nunca mais a alegria,
nunca mais a grande música
no coração do menino.
Agora é o tambor da morte
rufando nos campos negros.
Agora são os pés violentos
ferindo a terra bendita.
A cantiga, onde ficou a cantiga?
No caderno de números,
o verso ficou sozinho.
Adeus ribeirinhos dourados.
Adeus estrelas tangiveis.
Adeus tudo que é de Deus.
Deram um fuzil ao menino.





terça-feira, agosto 05, 2008

Vale a pena ler


Pedro Páramo

Juan Rulfo

«O México no Labirinto da Morte e da Solidão» por Raquel Ribeiro in Público/Milfolhas, Sábado, 24 de Julho de 2004

Gabriel García Márquez chegou ao México em 1961, no mesmo dia em que Hemingway se matou. Nunca tinha ouvido falar de Juan Rulfo. Márquez era "um escritor com cinco livros clandestinos", isto é, não publicados. "Sentia-me metido numa caixa sem saída e estava à procura de uma brecha para escapar. Conheci autores bons e maus que me poderiam ter ensinado o caminho e, contudo, sentia-me girando em círculos concêntricos (...) ainda me faltavam muitos livros pendentes, mas não concebia um modo convincente e poético de os escrever. Estava assim quando Alvaro Mutis subiu os sete pisos da minha casa com um conjunto de livros, separou do monte o mais pequeno e mais curto e me disse, a rir: 'Lea esa vaina, carajo, para que aprenda'; era Pedro Páramo." Márquez não conseguiu dormir naquela noite. E durante um ano, diz, não conseguiu ler outro autor.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Epístola aos Blogueiros

Fabrício Carpinejar

Texto publicado no jornal O Estado de São Paulo-03-08-2008

Nunca invejei Santo Agostinho pela sua salvação. Não conseguiria repeti-lo. Guarda-se a impressão de que ele quis se livrar da danação no ombro do Pai. Olhando de perto, ele foi mais corajoso do que conformista. Antecipou o inferno. Não esperou para sofrer na outra dimensão. Pagou à vista o inferno. Converter não é encontrar Deus, é encontrar o inferno.

Blog é prova de resistência. Um big brother ao avesso dos gêneros literários. Em vez de ser conhecido, corresponde a mergulho no anonimato. Distinto da noção do senso comum de que se trata de um lugar para aparecer. O resultado final (a possível badalação de um endereço virtual) não expõe a realidade. Os exibidos foram antes tímidos, os extrovertidos foram antes introvertidos. É a mais dolorida experiência editorial. O mais severo teste vocacional. Uma ferramenta do diabo, capaz de sugar sua vida ou sua aspiração.

Indica a fronteira entre o amador e o escritor, entre o diletante e o renitente, entre o curioso e quem não consegue se afastar da compulsão narrativa. O amador cansará nos primeiros meses. Vai deduzir que não vale a pena o trabalho, que ninguém lê. Uma tortura postar textos durante três meses e não receber nenhum comentário. São os 40 dias do deserto, com as tentações sobrevoando o teclado. "Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Evangelho de Mateus, capítulo 4, versículo 1).

Você pensou que aquilo seria a glória instantânea. Caprichou na redação, no humor e nas perspectivas singulares de captura do cotidiano. Mas o único que entra no site é você. Chega a esbarrar consigo entre tantos acessos e atualizações. Uma miragem. Cada texto é um quarto vago. Procura contornar o drama. Manda um aviso de postagens para os amigos; manda um aviso de postagens para os desconhecidos, catando endereços aleatórios. Nada mais o separa de um Spam. Recebe avisos ásperos: "não o conheço" ou "favor me excluir da lista". A humilhação não começou. O desespero o obriga a fazer atos impensáveis: entrar de computadores diversos para fazer com que o contador se mexa de alguma forma. Assim como um atacante chuta a bola para as redes alheio à marcação do impedimento. Para se livrar do azar. Ainda que esteja quebrando uma das regras básicas do jogo e leve um cartão amarelo. Não há nem juiz para lhe dar cartão amarelo.

Percebe que lançou um texto com um erro gravíssimo de português. Estava na rua quando lembrou a indecisão ortográfica, longe de qualquer terminal. Corre para uma lan house, consome seu suspiro sem sentir o gosto, arruma e conclui que tampouco alguém reparou.

Decide escrever qualquer coisa que continuará sendo qualquer coisa. O isolamento do blog produz alucinações. O contador de visitas parece uma bomba-relógio: anda para trás. Mas tortura é quando finalmente recebe um comentário. Alegria aflita para abrir a janela, quem será? quem será?, descobre que partiu do pai ou da mãe, solidário com sua desgraça.

Sua personalidade passará a se dividir, e não multiplicar como desejava. Sede de laranjas. Laranjas! Sem pudor, cria pseudônimos para deixar comentários (o blog, pelo menos, obriga que seja seu próprio leitor). Diverte-se no sofrimento ao inventar formas de agradecimento pelos textos. Não economiza elogios ao estilo. Estará perto da internação quando se convence de que aqueles comentários não são seus e ainda responde aos e-mails falsos. Hora do soro!

Escrever na rede é uma tentativa de suicídio, chamar atenção dos outros para a nossa carência. Um aviso escandaloso da nossa fragilidade. Pensando bem: publicar é um suicídio frustrado. Quando o ímpeto de sair da vida é usado para entender a própria vida e as dificuldades enfrentadas pelos demais autores.

Uma das virtudes do blog é sua provação. Agüentar os contratempos no osso. Ver que não é um elogio que o fará continuar, muito menos uma crítica que o fará desistir. Que nascer para a letra é amar a insuficiência. O escritor se sucede progressivamente. Melhora. Estar sozinho é ainda estar povoado. Povoado por dentro. Pelos personagens, pelas histórias familiares, pela observação aprofundada dos seus arredores. Só quem foi fantasma um dia poderá alimentar seus fantasmas. Procura-se um reconhecimento externo e encontra-se algo mais preciso: a afirmação pessoal na persistência. Procura-se lá fora o que já se tinha. Como diz Santo Agostinho: "Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim."

O esforço de sair da solidão ajuda curiosamente a fortalecê-la. Compreende que não escreve para completar um diário, ou para repetir sua história, se fosse assim não contaria com assunto para atualização semanal, mesmo que desfrutasse uma trajetória acidentada e heróica como a de Hemingway. Escreve para duvidar e se banhar na luminosidade da confusão biográfica.

Um texto postado é como um texto impresso. Mais fácil para localizar os erros, os tropeços, formar distanciamento. Confere uma maioridade na escrita, reforça uma postura profissional de jardinar e cuidar do verbo, de alterar a prosa e a poesia em nome da transparência e da fluidez. Há a formação gradual de uma assinatura, transmitindo uma visão de ser responsável por aquilo que se diz, de assumir honestamente as dívidas da boca. Organiza-se o rascunho, que é bem mais duro do que redigi-lo.

Não é fácil a rotina da blogosfera. Terá que superar vários fins, várias negativas, várias mortes. Superar a expectativa de fama pelo prazer do texto. Por isso, o prazer necessita ser mais forte do que a dor. O masoquista é o que gosta mais do sofrimento do que da carícia. O blogueiro é o que esquece a ferida pela alegria. A diferença entre guardar o inédito no blog e na gaveta: o blog é uma gaveta aberta.

Fabrício Carpinejar, poeta e jornalista, é autor de Meu Filho,
Minha Filha e do blog fabriciocarpinejar.blogger.com.br

quarta-feira, julho 30, 2008

Peixe Livre

Depois de nove meses em uma bolsa dágua, o pequeno parece preocupado com o destino das águas, ao ostentar uma faixa na cabeça em que diz: ministério sim! privatização da águas não! Lembremos Gilberto Gil: mães zelosas, pais corujas,vejam como as águas de repente ficam sujas.

segunda-feira, julho 28, 2008

Enxada e Título de Eleitor

Agricultor exibe, durante o Grito da Terra 2008, o título de eleitor, enquanto dança ao som de uma música que diz: "eu só tenho enxada e título de eleitor pra votar em quem tem compromisso com a reforma agrária".

Ação Popular

Um motorista entrou com uma ação popular pela volta do delegado Protógenes Queiroz à Operação Satiagraha. A ação popular é um instrumento pouco utilizado pela população, mas que – assim como a ação civil pública, usada pelo Ministério Público – pode ser impetrada para defender os interesses da sociedade.

sábado, julho 26, 2008

Sem sangue

Recuerdos de uma caçada. Pode, quem sabe, mais tarde, ter mostrado aquelas lembranças a filhos e netos. Claro que a filhos e netos não se contam as crueldades feitas, a perversidade das torturas, a alegria com que causava dor nas pessoas. No máximo, se ouvir alguma admoestação dos filhos netos dirá que cumpria ordens. Só não dirá que o fazia com imensa satisfação.
O trecho acima reproduzido faz parte de um artigo de Emiliano José, publicado na Revista carta Capital e que narra recordações dos anos de chumbo. Os torturadores adoram dizer que cumpriam, ou cumprem, ordens. Leiam o artigo completo, fruto das sempre lúcidas reflexões desse democrata lutador.

quinta-feira, julho 24, 2008

Imagem e semelhança


Tal qual um Prometeu acorrentado, o pássaro de pedra observa furioso o de plumas pronto pra voar. Feito à imagem e semelhança pelo criador, como o Albatroz de Baudelaire, "suas asas de gigante impedem-no de andar"

quinta-feira, julho 10, 2008

Glorioso São Jorge


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge
para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,
tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam,
e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,
facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,
cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda
com o poder de sua santa e divina graça,
Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,
protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,
e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,
seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus,
estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,
defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,
e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos
fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus,
de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

sexta-feira, julho 04, 2008

A beleza da mulher baiana no 2 de Julho

Os heróis da Bahia





Viva o 2 de Julho




A Bahia é 2 de Julho




A festa de 2 de Julho é um espetáculo visual onde manifestam-se todos os talentos populares, tais como: manifestações teatrais, musicalidade, a coreografia tão característica do povo baiano, entre outras grandes performances próprias da cultura do nosso povo . Para os fotógrafos (que a cada ano cresce em números no desfile) é um cenário encantador para a produção de boas fotos.
Acima, um pouco do meu esforço em reproduzir a festa.
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